Bela demais pra ser ignorada, dançarina celestial da corte dos deuses, ela tinha uma missão muito específica: seduzir sábios cujo poder espiritual estava crescendo demais e começando a ameaçar os próprios deuses. Uma dessas sedutoras teve uma filha com o sábio que conseguiu distrair, dando origem a uma das heroínas mais amadas da literatura indiana. Milhares de esculturas dela cobrem os muros do templo mais famoso do Camboja até hoje.
Espíritos femininos de extraordinária beleza, dançarinas e cortesãs do céu de Indra. Esposas dos gandharvas (músicos celestes), encarnam a graça, a sensualidade e a arte da dança, e podem assumir qualquer forma.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Apsara ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.