No crepúsculo japonês, um monge de pele azulada e um único olho aparece sozinho em estradas e margens de rio, sem nenhuma explicação clara do que ele realmente é. Em algumas regiões, contam que ele é gigantesco; em outras, do tamanho de uma criança pequena. Essa falta de uma única descrição fixa transformou ele num tipo inteiro de yokai: qualquer monge estranho avistado sozinho ao anoitecer podia receber esse mesmo nome.
Monge raspado ("bōzu") de pele azulada ("ao") e um único olho, que surge sozinho em campos, estradas ou margens de rio no crepúsculo para assustar viajantes; em algumas regiões é descrito como gigantesco, em outras do tamanho de uma criança.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Aobōzu ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.