Um pássaro gigantesco, com cabeça de leão e corpo de águia, cometeu o roubo mais audacioso da mitologia mesopotâmica: ele furtou a própria tábua que controlava o destino do universo inteiro, jogando todo o cosmos na desordem. Vários deuses tentaram enfrentá-lo e fracassaram, com medo. Foi preciso um herói divino, armado de vento e maça, pra finalmente abater a ave e devolver o controle do destino aos deuses certos.
Pássaro monstruoso gigantesco com cabeça de leão e corpo de águia, capaz de exalar tempestade e fogo. Personifica as nuvens carregadas e os ventos do sul; seu grasnar é o trovão.
No corpus folclórico e mitológico compilado pelo Codex Monstrorum, a criatura Anzû ocupa uma posição representativa na imaginação simbólica de sua civilização de origem. Suas narrativas articulam temores humanos fundamentais, tensões com a natureza desconhecida e códigos de conduta social expressos sob a forma do bestiário fantástico.